sábado, 4 de maio de 2013

"Lover At Last" J.R. Ward

Lover At Last (Black Dagger Brotherhood, #11)
Ano: 2013

My rating: 3 of 5 stars

Eu não sei o que se anda a passar na cabeça da Ward, mas na minha opinião: não está a resultar.

Comecei esta série há vários anos, li do livro #1 ao #5 numa semana em que estava de férias e fiquei fã… isto até começar a ver "o barco a afundar" a cada novo livro que foi sendo publicado…

Sim Wardinha, aqui a Lili vai ser para sempre grata pelas lições de "introdução à Fantasia Urbana" e "Erótica 101", só que há coisas que nem o aprendiz deixa de ter de apontar ao mestre.

Demasiadas personagens novas a serem enchouriçadas para a história em simultâneo.
A guerra com os "lessers" que nunca me pareceu muito convincente nem verdadeiramente uma guerra, descambou até ao ponto em que eu comecei a passar as páginas sem ler uma palavra… e o pior… nunca senti falta delas para apreciar as que lia.
Ao final de 10 livros, apercebi-me que se não ler o nome da personagem que está a falar, pode ser qualquer um dos "irmãos" porque não há qualquer diferença na forma como falam e pensam… até os palavrões são os mesmos!!!

"Lover at Last" estava destinado desde a primeira página a ser o último livro que eu ia ler nesta série e lamento dizer que, agora que o li, a resolução não mudou.

A única razão de ter lido "ainda mais este" eram o Quinn e o Blay, as únicas personagens pelas quais eu ainda tinha uma certa curiosidade.
Fiquei contente por finalmente eles terem a sua história contada, mas o raio do livro deve ter sido apenas 1/3 para eles e o resto para uma carrada de histórias das quais não consegui ter qualquer interesse e acabei por fazer como com os lessers e passar as desgraçadas sem hesitação.
Mais uma vez, não senti falta delas na leitura, o que só prova que há alguma coisa de muito errado na forma como a Ward está a estruturar estes últimos livros.
Fiquei com uma ligeira sensação de que foi pouco explorada a história entre o Quinn e o Blay, mas e daí… pode ser apenas resultado das expectativas altas.

Admito que ainda me resta uma ponta de curiosidade sobre o destino da Layla, só não sei se será suficiente para me fazer pegar noutro livro desta série.

liliana


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quinta-feira, 2 de maio de 2013

"Will Grayson, Will Grayson" John Green

Will Grayson, Will GraysonAno: 2010

My rating: 4 of 5 stars

Hilarious!!!!
So, so good!!!

O meu primeiro livro de John Green e sem dúvida que fiquei fã.
As personagens são tãããooo cativante e a escrita consegue transparecer emoções tão verdadeira que me fizeram esquecer que isto é um "faz de conta"

Talvez tenham sido os muitos pensamentos e sentimentos que me levaram de volta à minha própria adolescência e me confortaram por "não ter estado sozinha" em todas as crises sociais/existêncialistas que tanto me fizeram sofrer em silêncio.

É bom existirem hoje escritores como John Green que tenho a certeza farão a diferença na vida de muitos adolescentes.

Recomendo, sem dúvida!
O presente de aniversário ideal para qualquer qualquer um entre os 11 e os 110 anos.

liliana



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segunda-feira, 29 de abril de 2013

"A Biblioteca das Sombras" Mikkel Birkegaard

La librairie des ombresAno: 2007

My rating: 2 of 5 stars


Este livro foi das coisinhas mais parecidas com beber um copo de água morna num dia quente de Verão.
Meh… sem sabor, sem grande sentido... e se alguma memória fica dele é desilusão acompanhada com um estômago embrulhado.

Não, não estou a ser mázinha.
Apesar de tudo, eu li-o quase na totalidade porque tenho a versão francesa (e bem preciso de treinar o meu francês) sei do que estou a falar.
Chegou a um ponto em que não conseguia contar mais clichés; a integração das personagens era tão forçada e pouco natural que à primeira frase já conseguíamos antever o papel de cada um; os supostos pontos de tensão eram como atravessar uma teia de aranha: ficamos na mesma e nem nos apercebemos; o romance… bem, como descrever…? O Jon (personagem principal) vai tomar um duche e a moça aparece para o ajudar…. verdade, e assim temos o primeiro beijo… percebem agora como não estou a ser má!?

Safou-se de leva 1 estrela porque a premissa (para mim) foi original. Nunca tinha ouvido falar da ideia e até achei bastante cativante, uma pena que depois é tudo um GRANDE acidente!!!

liliana

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

"Bons Augúrios" T. Pratchett & N. Gaiman

Good OmensAno: 1990

My rating: 2 of 5 stars


E o meu amor/ódio com os livros do N Gaiman continua com mais este episódio/post, mas desta vez a história tem um final e digo já: não é feliz.

Durante a minha última escapadinha até Lisboa / Aveiro por uns dias e durante um voo mais semelhante a uma feira que tive a infelicidade de fazer parte, li com toda a concentração e vontade mais de metade do "Good Omens" ("Bons Augúrios" título Português)

Mais uma vez: há algo de mistério-repulsivo na escrita de Gaiman e é super-poderoso em mim.

Presa no terror de um voo em que tudo de bom que existia era o livro nas minhas mãos, e não havia nada que mais desejasse do que ler aquelas folhas e perder-me na história (não pode existir cenário mais propício para um leitor gostar de um livro) e mesmo assim… mesmo assim… por vezes dava comigo distraída a tentar acompanhar algumas das conversas em gritos que eram atiradas de uma ponta à outra do avião no grupo de adolescentes espalhados um pouco por todo o lado.

2 estrelas pela história no livro que, como em outras vezes, foi o que me cativou e a razão que me levou a pegar nele.
Enredo, personagens, humor… foram desilusões…

Desta é de vez. Não vai haver mais Gaiman para a Lavado.



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quinta-feira, 18 de abril de 2013

"Starter For Ten" David Nicholls

Starter For TenAno: 2003

My rating: 4 of 5 stars


David Nicholls é um dos meus escritores contemporâneos preferidos.
Adorei "One Day" e este "Starter For Ten" esteve muito perto das 5 estrelas mas…

O meu "mas" com D. Nicholls continua a ser o mesmo: crescer não tem de ser uma sucessão de desilusões.

A escrita dele é do mais fluente que tenho lido, os diálogos realistas, as observações perspicazes e pertinentes, um humor constante, ironia q.b.
E mesmo com tudo isto, há um constante sentimento de derrota e desilusão porque os personagens só "metem o pé na poça" para qualquer lado que se viram.

Tal como no "One Day" o personagem principal (Brian) está a tentar descobrir-se como pessoa, e tal como "One Day" ele passa o livro a boicotar-se.
Quer ir para Norte e vira para Sul.

Eu já tive 18 anos (há muito, muito tempo) e mesmo que a memória me falhe para o lado do "eu é que sabia das coisas", já tinha uma capacidade de conectar 'acção e consequência', o que os personagens de D. Nicholls parecem nunca ter, nem aprender.

E o pior para mim neste livro: o final.
(no spoilers)
Brian comete um erro, desilude os amigos, e em vez de enfrentar as consequências, foge e esconde-se.
Eu que passei o livro à espera da "tomada de consciência", do momento em que ele se torna-se por fim um "homenzinho" a sério, só dei foi com o nariz na porta!

liliana


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segunda-feira, 15 de abril de 2013

"Lolita" Vladimir Nabokov

LolitaAno: 1955

My rating: 2 of 5 stars



Escrever sobre este livro deu muito que pensar.
É um clássico. Toda a gente leu. Era óbvio também o devia fazer.

Nas primeiras páginas apaixonei-me de imediato pela escrita de Nabokov. O homem é um génio.
Mas com o avançar da história, a sombra da pedofilia, a forma como Humbert fala da Lolita, começou-me a entrar debaixo da pele e honestamente tive muitas dificuldades em me "distanciar", em relevar, e só continuar a ler…

A escrita continuou a encantar-me e a fazer-me virar páginas… no entanto, existiram dúvidas que se juntaram e esta leitura:

Uma boa excelente escrita é motivo suficiente para ignorar-mos valores morais e continuar a ler?
Em que ponto é que está a linha que não deve ser atravessada?

Este é o primeiro livro do qual não sei o que dizer.

"Leste?"
"Sim."
"O que achaste?"
"…ainda estou a tentar perceber."

liliana


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sábado, 13 de abril de 2013

"To Kill a Mockingbird" Harper Lee

To Kill a MockingbirdAno: 1960

My rating: 4 of 5 stars

Este livro é doce.

Lê-lo foi um longo sorriso ao longo de 300 páginas, em que se sorri de alegria e tristeza e nunca se esquece de nenhuma delas.

Não é o meu género preferido de livro (o que só engrandece a forma como me fez sentir) mas fico com muita pena que Harper Lee não tenha escrito mais livros para me deliciar com a sua visão do mundo.
Este é o livro que eu desejava ter sido o "meu primeiro livro".

Sem dúvida que nos tornamos pessoas melhores depois de o ler "To Kill a Mockingbird".

liliana


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