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quinta-feira, 18 de abril de 2013

"Starter For Ten" David Nicholls

Starter For TenAno: 2003

My rating: 4 of 5 stars


David Nicholls é um dos meus escritores contemporâneos preferidos.
Adorei "One Day" e este "Starter For Ten" esteve muito perto das 5 estrelas mas…

O meu "mas" com D. Nicholls continua a ser o mesmo: crescer não tem de ser uma sucessão de desilusões.

A escrita dele é do mais fluente que tenho lido, os diálogos realistas, as observações perspicazes e pertinentes, um humor constante, ironia q.b.
E mesmo com tudo isto, há um constante sentimento de derrota e desilusão porque os personagens só "metem o pé na poça" para qualquer lado que se viram.

Tal como no "One Day" o personagem principal (Brian) está a tentar descobrir-se como pessoa, e tal como "One Day" ele passa o livro a boicotar-se.
Quer ir para Norte e vira para Sul.

Eu já tive 18 anos (há muito, muito tempo) e mesmo que a memória me falhe para o lado do "eu é que sabia das coisas", já tinha uma capacidade de conectar 'acção e consequência', o que os personagens de D. Nicholls parecem nunca ter, nem aprender.

E o pior para mim neste livro: o final.
(no spoilers)
Brian comete um erro, desilude os amigos, e em vez de enfrentar as consequências, foge e esconde-se.
Eu que passei o livro à espera da "tomada de consciência", do momento em que ele se torna-se por fim um "homenzinho" a sério, só dei foi com o nariz na porta!

liliana


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"The Monsters of Templeton" Lauren Groff

The Monsters of TempletonAno: 2008

My rating: 1 of 5 stars

Este livro fez-me praguejar como nenhum outro e amaldiçoar a infeliz decisão de o trazer para casa comigo!
Comprei-o em Budapeste algures em 2010, e como me apaixonei pela cidade, queria a toda a força gostar deste livro e fazer um "amor perfeito"… mas é claro que, com uma estrela, a coisa não correu bem assim!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"A vida de Pi" Yann Martel

Life of PiAno: 2001
My rating: 1 of 5 stars

***

Nota (17 Fev.)
Mudei a classificação deste para 1 estrela.
Explicação aqui.

***

Restam pouco mais de 10 horas a 2012 e o meu ano de leituras foi encerrado às 7h30 da manhã, depois de uma sonâmbula caminhada matinal com os cães.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"Um dia" David Nicholls

Ano: 2006

My rating: 4 of 5 stars 

Não foi só 1 dia, foram 7 bem passados numa ilhota das Maldivas mas foi “One Day” o livros destas férias. “Só um livro!?” (Já oiço o desespero) Sim, foi mesmo só um livro porque o Snorkeling subiu-me à cabeça e pôs-me durante horas de rabo para o ar, cara dentro de água e olhos esbogalhados para os corais a mirar peixes que nem uma stalker com fetiche por escamas coloridas.
O “One Day” estava na pilha daqueles livros “ando para ler há séculos” e era um entre as dezenas que levei no Nook para ler, mas quando encontrei uma cópia na biblioteca do Hotel, deixei o electrónico e decidi a ir com o papel! (Há algo irresistivel em ler livros usados...) Era um sinal dos Deuses das férias e Boas leituras: aquele era o meu livro. Posso dizer sem dúvida que os primeiros capítulos foram do mais perspicaz e cómico que já li há muito... pena que a coisa não continuou assim! Á mesma velocidade que o tempo vai passando na vida da Ema e do Dexter a leveza e o humor vão passando também e as angústias e desilusões tomam-lhe o lugar quase como se se tratasse de novas personagens ausentes mas constantes. Durante as horas que passei a ler, adorei este livro; ele tem tudo o que se pode encontrar numa boa história. David Nicholls conseguiu mais uma fã mas há algo que tenho de discordar com ele: crescer não tem de ser uma tragédia nem as perdas maiores do que os ganhos. O livro fala dos 20 anos que se seguem ao dia que o Dexter e a Emma terminam a faculdade, segue-se a história de ambos que na minha perspectiva apenas serve de tela para retratar o crescimento, a descoberta, a mudança, alegrias, tristezas, conquistas e derrotas que fazem parte da vida de qualquer pessoa e os levam de jovens estudantes a adultos (mais ou menos sadios dependendo do caminho até lá) É este caminho que discordo da forma como o autor o retratou... há sempre uma tristeza no ar, um fantasma de falhanço, uma melancolia amarga pelo passar dos anos; as personagens só parecem crescer / avançar pelas perdas e não por vitórias... quero acreditar que não sou a única a pensar que não há coisas boas apenas nos anos ingénuos da infância ou nos sonhadores da juventude, que ser adulto não é assim tão mau nem tão trágico quanto por vezes parece. Afinal, nós (projectos de adultos) podemos comer sobremesa antes do jantar, fazer um jantar de gomas, chocolates e batatas fritas, ficar a ler e a ver filmes até de madrugada, beber álcool até cair, ignorar a lógica da palhinha, soprar e pôr o sumo a borbulhar em alto e bom som como se de um projecto científico se tratasse (nojento, sim, e daí?) Hoje é o “One Day” de ontem, e porque nunca sabemos se teremos o de amanhã, é melhor aproveitar e dar cabo do desgraçado até ao último minuto! Liliana

sábado, 8 de dezembro de 2012

"The Terrible Privacy of Maxwell Sim" Jonathan Coe

The Terrible Privacy of Maxwell SimAno: 2010

My rating: 1 of 5 stars

This was soooooo DEPRESSING!!!

Tenho um fraquinho muito especial por narrativas de um humor negro deprimente… e se conseguirem oferecer-me um bocadinho de non-sense, PERFEITO!

Isto era tudo o que eu esperava quando trouxe este livro para casa, mas (oh Deus!) como a coisa me saiu mal!

Maxwell Sim é o personagem principal (com direito a integrar o título do livro e tudo) e é tão sozinho e depressivo como prometido; a passar aquela idade dos 40, onde (dizem que) o pouco que faz sentido na nossa vida vai desta para melhor e volta-se a querer ter 20 ou 30 anos e como não é possível regressar no tempo, começasse a agir como se fosse… e depois já sabemos os resultados ainda mais deprimentes.

Talvez pelas semelhanças do nome, talvez apenas porque era o que eu queria ler, esperava encontrar neste livro um toque da "magia negra", humor sagaz e história inesquecível do filme "Mary and Max".

Foi uma desilusão.
Maxwell Sim e a sua vida solitária são um buraco de depressão e até nos escassos momentos em que há uma tentativa de humor, é tão cliché que nem merece ser considerado. i.e. Um momento em que ele pensa que pela primeira vez um estranho o vai cumprimentar e reconhecer a "sua existência" e é apenas um assaltante que lhe rouba o telefone e cinco minutos depois regressa porque não é daquela zona e precisa de indicações para encontrar a estação de comboios… e a besta do Maxwell Sim diz-lhe qual o caminho que tem de seguir!!!!

Não é difícil perceber porque é que acabei por desisitir e não o ler até ao final. Quando estiver a apróximar-me dos 40 e se me sentir tão deprimida como Maxwell Sim, talvez volte a pegar neste livro :D …ou não...

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"The Marriage Plot" Jeffrey Eugenides

The Marriage Plot
Ano: 2011

My rating: 4 of 5 stars

Há meses que andava a chorar pelos cantos por um livro que me apaixonasse e finalmente "The Marriage Plot" aterrou nas minhas mãos, com Madeleine, Mitchell e Leonard.

Num cenário de faculdade Ivy League, a história acompanha os últimos dias destes três personagens em Brown (com analepses que me fizeram perceber Semiotica como nunca esperei) e a descoberta do mundo real, fora dos muros seguros da faculdade.

Pelos personagens, pelos diálogos, e por todo o ambiente de auto-descoberta, fez-me recordar o "One Day".
One Day
E tal como no livro de David Nicholls, o único aspecto que me deixou desiludida, foi uma ideia que é passada nesta história, a ideia de que crescer é um conjunto de más decisões e desilusões.

Madeleine, que "evitava por instinto pessoas instáveis" acaba por se envolver com Leonard que sofre de depressão crónica e é uma autêntica bomba relógio. Leonard por sua vez, tenta lidar com os efeitos secundários da doença e dos medicamentos que a controlam, e ao mesmo tempo vive num limbo de medição de forças com Madeleine na relação de ambos. Mitchell, curioso em explorar o lado espiritual da existência, embarca na típica viagem à India onde apenas encontra desilusão ao perceber o homem que realmente é.

Apesar desta pequena divergência de ideias, tenho um novo autor favorito, e com certeza que irei ler outros livros de Jeffrey Eugenides.
Pelo que pesquisei na net, infelizmente parece que ainda não há versão portuguesa deste livro.

Liliana


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