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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"American Gods" Neil Gaiman

American Gods
Ano: 2001

My rating: 1 of 5 stars

Esta é a primeira vez que me ponho a opinar por escrito sobre um livro do N. Gaiman, embora já tenham sido alguns os livros que me passaram pelas mãos.

A razão: uma visão amor/ódio dos livros dele.
Esta atrofia do meu cérebro não é fácil de explicar (pelo menos não de forma racional). É algo que começa com admiração profunda e genuína por uma imaginação capaz de criar histórias apresentadas nas sinopses, e termina numa desilusão de frustrações com a escrita dele. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

"Saco de Ossos" Stephen King

Bag of Bones
Ano:  1996

My rating: 3 of 5 stars

Já lá vai algum tempo desde que li Bag of Bones, mas só agora é que me deu para comentar o livro porque é o tipo de aldrabice coisa que faço quando as leituras andam em atraso : desenterrar livros (bem a propósito deste titulo)

Tive a oportunidade de ver a mini-série de 2 episódios que adaptou a história a televisão com Pierce Brosnan no papel de Michael Noonan e pareceu-me a desculpa ideal para um post sobre mais um mamarracho livro de Stephen King.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"Um dia" David Nicholls

Ano: 2006

My rating: 4 of 5 stars 

Não foi só 1 dia, foram 7 bem passados numa ilhota das Maldivas mas foi “One Day” o livros destas férias. “Só um livro!?” (Já oiço o desespero) Sim, foi mesmo só um livro porque o Snorkeling subiu-me à cabeça e pôs-me durante horas de rabo para o ar, cara dentro de água e olhos esbogalhados para os corais a mirar peixes que nem uma stalker com fetiche por escamas coloridas.
O “One Day” estava na pilha daqueles livros “ando para ler há séculos” e era um entre as dezenas que levei no Nook para ler, mas quando encontrei uma cópia na biblioteca do Hotel, deixei o electrónico e decidi a ir com o papel! (Há algo irresistivel em ler livros usados...) Era um sinal dos Deuses das férias e Boas leituras: aquele era o meu livro. Posso dizer sem dúvida que os primeiros capítulos foram do mais perspicaz e cómico que já li há muito... pena que a coisa não continuou assim! Á mesma velocidade que o tempo vai passando na vida da Ema e do Dexter a leveza e o humor vão passando também e as angústias e desilusões tomam-lhe o lugar quase como se se tratasse de novas personagens ausentes mas constantes. Durante as horas que passei a ler, adorei este livro; ele tem tudo o que se pode encontrar numa boa história. David Nicholls conseguiu mais uma fã mas há algo que tenho de discordar com ele: crescer não tem de ser uma tragédia nem as perdas maiores do que os ganhos. O livro fala dos 20 anos que se seguem ao dia que o Dexter e a Emma terminam a faculdade, segue-se a história de ambos que na minha perspectiva apenas serve de tela para retratar o crescimento, a descoberta, a mudança, alegrias, tristezas, conquistas e derrotas que fazem parte da vida de qualquer pessoa e os levam de jovens estudantes a adultos (mais ou menos sadios dependendo do caminho até lá) É este caminho que discordo da forma como o autor o retratou... há sempre uma tristeza no ar, um fantasma de falhanço, uma melancolia amarga pelo passar dos anos; as personagens só parecem crescer / avançar pelas perdas e não por vitórias... quero acreditar que não sou a única a pensar que não há coisas boas apenas nos anos ingénuos da infância ou nos sonhadores da juventude, que ser adulto não é assim tão mau nem tão trágico quanto por vezes parece. Afinal, nós (projectos de adultos) podemos comer sobremesa antes do jantar, fazer um jantar de gomas, chocolates e batatas fritas, ficar a ler e a ver filmes até de madrugada, beber álcool até cair, ignorar a lógica da palhinha, soprar e pôr o sumo a borbulhar em alto e bom som como se de um projecto científico se tratasse (nojento, sim, e daí?) Hoje é o “One Day” de ontem, e porque nunca sabemos se teremos o de amanhã, é melhor aproveitar e dar cabo do desgraçado até ao último minuto! Liliana