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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"The Monsters of Templeton" Lauren Groff

The Monsters of TempletonAno: 2008

My rating: 1 of 5 stars

Este livro fez-me praguejar como nenhum outro e amaldiçoar a infeliz decisão de o trazer para casa comigo!
Comprei-o em Budapeste algures em 2010, e como me apaixonei pela cidade, queria a toda a força gostar deste livro e fazer um "amor perfeito"… mas é claro que, com uma estrela, a coisa não correu bem assim!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Beastly" Alex Flinn

Beastly
Ano: 2007

My rating: 4 of 5 stars

Li este livro algures em 2010 e postei opinião no Goodreads, mas agora que já tive oportunidade de ver o filme não podia deixar de opinar mais um bocado! 

A verdade verdadeira é que ADORO a história da “Bela e o Monstro” e sou viciada em heróis atormentados... culpem a adolescente que continua agarrada aos meus neurónios... qualquer pretexto é bom para falar sobre eles :)

O livro de Alex Flinn é uma boa versão da história.

Tinha algumas expectativas quando o comecei a ler e lembro-me que foi bem mais divertido do que esperava mas sem descuidar o romace que as moças tanto gostam. 

As personagens eram reconheciveis, com um restyle que as tornavam novas num cenário de NY tempos modernos e a novidade que mais me fez colar os olhos ao livro: o chat group! 

Aquelas conversas entre os humanos amaldiçoados foram hilariantes! Para quem não leu o livro, imaginem uma chat room com a Branca de Neve, o Sapo (príncipe enfeitiçado), a Pequena Sereia, o Monstro, e outros personagens de contos de fadas, todos eles a falarem num género de terapia de grupo em que cada um se vai lamentado sobre as próprias desgraças.

Acreditem, é mais louco e engraçado do que podem imaginar... lembro-me das frases do Sapo estarem sempre carregadas de typos porque ele não se conseguia entender entre as barbatanas e o teclado.

Isto leva-me ao filme… à desilusão de filme uma vez que nem sinal do meu tão amado chat room! 

Embora não possa dizer que detestei, porque o casting estava bem seleccionado com um Monstro que tinha tudo para príncipe e a Bela era engraçadita, também não foi a adaptação de livro / filme mais feliz que se encontrou.

 Aqui deixo o trailer para quem tenha curiosidade mas não deixem de ler o livro. O especial está todo lá!

Liliana

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O polvo do "Twilight"


Ano: 2005 

Esta é a segunda vez que estou a escrever uma opinião sobre o “Twilight”.
E porquê!? Porque é que estou aqui a perder tempo a refazer um trabalho tão bem feito? (Eu que trabalho sempre bem!)
Porque me senti obrigada a fazê-lo pelos fenómenos dos últimos dois anos que transformaram a série num polvo. (Já vais entender o polvo mais á frente, sossega os neurónios)
 
A minha história com o Twilight começa como uma boa história de terror (ou aquelas que acabam inevitávelmente em tragédia) numa noite fria de inverno em Janeiro de 2006 onde tudo estava como sempre foi na minha pacata vidinha. Peguei no livro com alguma desconfiança (porque vampiros nunca foram a minha praça) e depois de começar a ler a minha alma não teve mais descanso até chegar à última página.
Gostei da história, gostei dos personagens, da aura de mistério que envolvia o livro, da escrita, do ritmo de leitura... e estava pronta para mais!
Comprei o “New Moon”, e li-o no mínimo tempo humanamente possível.
Comprei “Eclipse”, li-o que nem uma desalmada. (quem é queria saber das olheiras que caíam dos olhos em dois papos negros!? Eu não!)
Comprei o “Breaking Dawn” e quando se apróximava das últimas páginas os meus olhos tremiam em câmbrias pela ressaca que se avisinhava com o final da minha droga.
Urtigas! Eu adorei o raio da série!
(Estes podem ser considerados os primeiros tentáculos do polvo.)
O tempo passou e o murmurinho em redor da série cresceu como urtigas.
(Outro tentáculo do polvo)
A minha sobrancelha nervosa começava a elevar-se perigosamente de cada vez que via mais uma critica, mais uma pessoa com o livro, mais um programinha de televisão sobre a série, mais isto..., mais..., MAIS...!!!
“O quê? Um filme? Por favor não falem comigo sobre o Twilight!”
(Outro tentáculo do polvo)
Tenho de confessar que a série me influenciou quando escrevi o “Momenttus” em 2008/09 e até hoje acredito que foi uma boa influência... mas depois veio aquela urtiga de filme, com aqueles actores urtigueiros e mandou o raio dos livros todos para as urtigas!!!
(confuso com tanta "urtiga"? É só mais uma daquelas coisas que nunca terá explicação)
(Aqui mais uns tentáculos para o polvo!)

Hoje, tenho os livros no fundo mais escondido das minhas prateleiras porque não quero sequer abrir hipótese para conversa sobre o Twilight.
A história foi lida, relida, desenhada, usada, desmantelada, escrutinada, analisada, autopsiada e o que resta é um cadáver que fede a podre.
Esta é a cabeça do polvo (porque o raio do animal já está cheio de tentáculos) e a minha última e derradeira crónica ao “Twilight”.
Por favor, mais não.
Liliana
PS – Na eventualidade da Stephanie Meyer aprender a falar Português e ler isto: Parabéns pelo bom trabalho.

sábado, 1 de dezembro de 2012

"O Conde de Monte Cristo" Alexandre Dumas

The Count of Monte Cristo
Ano: 1844

My rating: 5 of 5 stars

Isto sim é um graaaannnde livro!!!

Todos os anos proponho-me este tipo de pequena aventura onde escolho um dos monstros-clássicos e tenho-o na mesa de cabeceira para ir lendo ao longo desse ano.

Aquele tipo de leitura para deliciar os olhos com uma escrita elaborada... afinal, os clássicos são maravilhosos para isso mesmo.

“O Conde De Monte Cristo” foi o peso-pesado de 2010, a opinião só vem agora em 2011... c’est la vie!
Um escritor arranja sempre tempo para escrever... mas não tudo o que quer! ...e sejamos realistas, quando escrevemos a critica a um livro, o valor desse trabalho é questionável! No caso de um clássico: arrasta a nulidade!
Mas eu sou uma escritora, com opinião sobre quase tudo e não resisto a opiniar. Especialmente se for por um livro que me levou quase um ano a ler!
Pois, é mesmo assim, quando tens perto de 1300 páginas e sem grande pressa para terminar de as ler, as coisas acontecem a este ritmo.

Como toda a gente, já conhecia a história d’“O Conde de Monte Cristo” dos vários filmes produzidos e gostei dela ao ponto de (mesmo assim) me decidir a ler o livro.
Quem é que resiste a combinações de amor, traição, ódio e vingança? (isto fez-me lembrar que tenho de encontrar o meu “Wuthering Heights”…o raio da mudança)

Enquanto lia, James Caviezel continuava a ser o Dantes na minha cabeça vindo directamente do filme que revi depois de terminar o livro.

Não foi surpresa a quantidade de detalhes que encontrei (1300 págs!? Puh espaço não faltava!), e gostei imenso da riqueza que trouxe à história a exploração mais atenta das personagens secundárias assim como importantes diferenças na trama, e a inclusão de informações politico-históricas que pelo tamanho obviamente não é possível de integrar num filme.

O meu período favorito na história é o tempo que Dantes passa com Faria em Chateu D'If, porque é nessa altura que Dantes cresce como personagem, perde a ingenuidade de adolescente sonhador, estuda e aprende, e transforma-se no homem que decide fazer a sua justiça e despolta toda a trama. Infelizmente esta foi a parte que menos desenvolvimento e menos surpresa trouxe no livro...(acho que o argumentista que escreveu a adaptação do livro para script também partilha a mesma opinião.) ...e foi antes todo o plano de vingança do Dantes que se estendeu pela maioria das páginas.

“É um grande clássico” tem o meu selo de aprovação! (que vale o que vale)

Venha o próximo!

Liliana

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