Ano: 1957My rating: 5 of 5 stars
Se me perguntassem há uma semana atrás qual era "o livro da minha vida", eu não tinha um.
Se me perguntarem hoje, eu respondo:
"On the Road" J. Kerouac.
As descobertas literárias de uma jovem escritora Portuguesa. Contém pimenta, café e outras especiarias.
Ano: 1957
Ano: 1818
Ano: 2001

O “One Day” estava na pilha daqueles livros “ando para ler há séculos” e era um entre as dezenas que levei no Nook para ler, mas quando encontrei uma cópia na biblioteca do Hotel, deixei o electrónico e decidi a ir com o papel! (Há algo irresistivel em ler livros usados...)
Era um sinal dos Deuses das férias e Boas leituras: aquele era o meu livro.
Posso dizer sem dúvida que os primeiros capítulos foram do mais perspicaz e cómico que já li há muito... pena que a coisa não continuou assim!
Á mesma velocidade que o tempo vai passando na vida da Ema e do Dexter a leveza e o humor vão passando também e as angústias e desilusões tomam-lhe o lugar quase como se se tratasse de novas personagens ausentes mas constantes.
Durante as horas que passei a ler, adorei este livro; ele tem tudo o que se pode encontrar numa boa história.
David Nicholls conseguiu mais uma fã mas há algo que tenho de discordar com ele: crescer não tem de ser uma tragédia nem as perdas maiores do que os ganhos.
O livro fala dos 20 anos que se seguem ao dia que o Dexter e a Emma terminam a faculdade, segue-se a história de ambos que na minha perspectiva apenas serve de tela para retratar o crescimento, a descoberta, a mudança, alegrias, tristezas, conquistas e derrotas que fazem parte da vida de qualquer pessoa e os levam de jovens estudantes a adultos (mais ou menos sadios dependendo do caminho até lá)
É este caminho que discordo da forma como o autor o retratou... há sempre uma tristeza no ar, um fantasma de falhanço, uma melancolia amarga pelo passar dos anos; as personagens só parecem crescer / avançar pelas perdas e não por vitórias... quero acreditar que não sou a única a pensar que não há coisas boas apenas nos anos ingénuos da infância ou nos sonhadores da juventude, que ser adulto não é assim tão mau nem tão trágico quanto por vezes parece. Afinal, nós (projectos de adultos) podemos comer sobremesa antes do jantar, fazer um jantar de gomas, chocolates e batatas fritas, ficar a ler e a ver filmes até de madrugada, beber álcool até cair, ignorar a lógica da palhinha, soprar e pôr o sumo a borbulhar em alto e bom som como se de um projecto científico se tratasse (nojento, sim, e daí?)
Hoje é o “One Day” de ontem, e porque nunca sabemos se teremos o de amanhã, é melhor aproveitar e dar cabo do desgraçado até ao último minuto!
Liliana